Eu me sinto bem comigo mesma, mas nao sei me portar.
Apesar dos momentos bons, eu ainda devo reconhecer quem eu realmente sou: um desastre. E o meu furacao nao é daqueles que misturam as folhas secas do chao.
Eu arranco
Arvores
E destruo
Lares
Mas eu nao posso destruir a casa dele. Todo melodrama que corre em minhas veias nao pode escapar pelos poros de meu rosto.
Ele me olha enquanto durmo, e me tenta com desejo todas as noites. Eu me deitei em sua cama e os lençois me abraçaram, assim como ele me abraça: a estranheza repetina do toque quente que faz derreter, depois o reconhecimento com ardor. Eu estava ali, com ele, e todo os lugar que fossemos seriam nossos lençois. Ele sabia trilhar meus caminhos, e aos poucos eu abria as porteiras. Porteiras estas, com fechaduras enferrujadas, intocadas porem gastas de tanto vento e maresia.
Eu nao posso derreter essa pele que me toca, esses olhos que me comem e esse coraçao que me fez moradia.
Porque, alem de todos os porques, eu o deixei entrar tambem.