domingo, 29 de junho de 2014

Assassina sem aluguel.

Estou sempre em declive em direção à dramaticidade, isso é inegável.
Tenho que deixar registrado em algum meio para posteriores referencias que eu tenho péssimas tendências ao exagero e ao drama desnecessário. E quando não há nada para dramatizar, eu crio e faço o que faço de melhor.

O drama desempenhando seu papel de substantivo feminino significa ato ou peça teatral, onde se mistura o cômico com a tragédia. O drama desempenhado  por mim mistura muito mais o ócio com milhões de pensamentos conturbados sobre parâmetros que eu considero ideais. Como por exemplo o shuffle do Ipod tocar milhões de músicas seguidas sobre alguma conturbação do meu passado. Se isso parece normal aos olhos de alguém psiquiatricamente estável, aos meus parece mais mandinga da vida ou de alguém que mal-me-quer pra me fazer chorar encostada na janela do ônibus. Meu parâmetro ideal nessa situação seria OU que o shuffle tivesse o mínimo de respeito por mim e fizesse o favor de evitar reproduzir músicas excelentes mas de péssimo gosto emocional, OU eu não ter convulsões mentais toda vez que alguma delas começa a tocar. E assim então, começa a divagação sobre o porque do destino, Deus, Buda ou qualquer força divina, fazer isso comigo. Mas não pára por aí, lógico que vindo de mim não poderia ser tão simples assim. Partindo dessa reflexão eu começo a encontrar pseudo-respostas que resolvem tanto o meu questionamento que posso concluir que somente o meu diabinho espiritual, -aqueles que ficam no ombro esquerdo e vemos nos desenhos animados atiçando e provocam a tirania e atitudes inescrupulosas- poderia ter a capacidade de formular tais respostas. Ou seja: Eu só pioro as coisas. Tais soluções podem ser resumidas em uma e simples sentença: "Mano, tu é uma merda de ser humano, fez por merecer. Agora cala a boca porque seu nariz ta escorrendo ranho, sua asquerosa"
Eu sou uma fofa comigo mesma.