Eu o observava falar e ficava sem fala.
A pele ardeu sob seu toque.
Sua voz que ainda me abala.
Ele mexeu em meus aneis, e eu o incitei a segurar minha mão.
Estupida...
Era exatamente o que ele estava fazendo, mesmo sem perceber com precisão.
Pela primeira vez eu me senti pequenina e calma.
Meu rosto quente sentiu a maciez de sua palma.
Estavamos na mesma mesa, e no mesmo bar.
No proximo beijo, eu juro vou desabar.
Ninguem entende o teu olhar, se segura Katarina.
Eu o deixei constrangido, é claro.
Respira e não desanima.
Ele falou sobre liberdade e paixão.
Nao parecem ser coisas que andam lado a lado para ele.
Como reagir a essa questão?
O que faço aqui? Vou queimar tudo com meu fogo.
Ele mexeu em meu cabelo e minhas bochechas que se queimaram.
Nao, nao vou deixar as flamas encostarem nele.
Foda-se essa rima, eu o quero.